Algo extravagante, irreverente, diferente, sentimental, frio, revoltante, sexy, real, simples e composto. O abstracto está em todos nós, mas só alguns o conseguem tornar concreto.

03
Abr 09

Entre a confusão e a dessarumação cá de casa (devido às mudanças) acabei por encontrar um livrinho, muito pequenino, com uma letra redondinha de primária. Era um diario antigo, muito antigo dos tempos em que eu ainda andava no 3º ano. Derreti-me ao lê-lo, parece tudo tão distante e ao memso tempo tão próximo :X

Nele estão escritas as minhas primeiras paixões, aqueles namoros inocentes sem consequências, tão saudaveis, tão puros, tão bonitos, estão escritas também as minhas primeiras desilusões, estão escritas os primeiros traços da minha personalidade de hoje. Recordei os tempos de infância como algo longiquo, mas feliz. Muito feliz. Recordei, recordei, recordei. E no final reparei que tinha ficado a conhecer-me melhor. Ou então a lembrar-me como era ... 
Acho que já me tinha esquecido de quem realmente sou, e de onde vem este meu feitio.
E agora, sinto-me mais pacífica que nunca.

A Infância é na realidade, uma das fases mais importantes da nossa vida, é nela que se encontram as raízes da nossa personalidade. É nesta fase que nos formamos. Pequenos acontecimentos acabam por ser intrepretados de uma forma que nos define. A infância é a nossa raiz, é o nosso ser primordial.

publicado por Isabel Sanchez às 17:48
sinto-me: Nostalgica

15
Mar 09

Enquanto o incenso arde mil memorias me atravessam, mil desejos me consomem, mil luas me aguardam.
Enquanto o incenso arde mil noites parecem dias, mil pesadelos parecem sonhos, mil invernos parecem verões.
Enquanto o incenso arde os olhares tornam-se intensos, os beijos desejados e os toques sentidos. O amor torna-se real, a felicidade imaginaria, a realidade flutua na imensidão da ilusão.
Enquanto o incenso arde todos os cheiros se confundem, todas as vontades se misturam, todas as mortas verdades se esquecem.
Enquanto o incenso arde eu escrevo este texto e observo as intocaveis linhas paralelas do fumo libertado. São como duas vidas provenientes do mesmo espaço, arvores da mesma raiz, prevalecem lado a lado rodopiando entre si mas sem se cruzarem verdadeiramente, no ponto mais longinquo envolvem-se lentamente desaparecendo na imensidao tornando-se assim ar do mesmo ar, luz da mesma luz, agua da mesma nascente.

Quando o incenso deixa de arder pedaços de cinza permanecem, rapidamente se volta à realidade e a inspiração desaparece com o desvanescer da chama emanada, com o ultimo suspiro do fumo emitido. 

 

publicado por Isabel Sanchez às 00:32
sinto-me: Zen
música: Lily Allen - The Fear

16
Dez 08

 

 

 

 

 Já alguma vez tiveram a sensação que nada do que fazem é realmente o mais correcto? Ou pior ainda, não saberem se o que estão a fazer é realmente o mais correcto? Viverem na incerteza? Já alguma vez sentiram que o mundo vos está a fugir? Já alguma vez criaram inumeros planos que depois não conseguiram cumprir?

Já alguma vez tiveram a necessidade de se revoltar contra algo onde sabem que não há razão possivel para essa revolta?

Já alguma vez sentiram que têm capacidades para muito mais mas só conseguem atingir os limites minimos?

E isso não vos revolta? Isso não vos faz sentir miseraveis? Isso não vos faz sentir fracos e impotentes? Isso não vos faz sentir incapacitados de determinarem o vosso proprio destino?  Não vos faz ficar cobertos de raiva por não atingirem os vossos objectivos?

 

Uhhh, nada mais revoltante.

publicado por Isabel Sanchez às 20:05
sinto-me: Irritada.
música: Pussicat Dolls - I hate this part

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