Algo extravagante, irreverente, diferente, sentimental, frio, revoltante, sexy, real, simples e composto. O abstracto está em todos nós, mas só alguns o conseguem tornar concreto.

29
Abr 09

Mais uma vez chega à aula com um sorriso, olhou para nós e disse boa tarde para todos a ouvirem mas algo a inquietou, tenho a certeza que foi o facto de estarmos todos na ramboia. Sentou-se e simplesmente não abriu a boca. De repente desata aos berros, pensei que se estava a passar. Bem sozinha espunha os seus argumentos infaliveis com clareza, todos olhavam para ela com cara de gozo mas eu não. Não conseguia, percebi como tinhamos sido injustos ao trata-la sem o minimo respeito. Ela sabia que ninguém lhe estava a ligar nenhuma, mas continuava a falar e a falar, disse com todas as letras o que pensava sobre a escola em que trabalhava na tentativa de que algum de nós criticasse os verdadeiros erros existentes e que nos deixassemos de preocupar com coisas insignificantes, eu percebi-a com toda a clareza.
Continuou a lutar, e não desistiu até que arrancasse algo de nós. Não se importou com mais nada. Naquele momento tudo se alterou, passei a vê-la não como uma simples professora de filosofia mas sim como um ser humano incrivel, passei a olha-la com ademiração. Despertou em mim o sentimento crítico que eu julgara desaparecido mas que felizmente regressou.

Vivemos acomodados com os grandes erros, julgamos que não podemos fazer nada.. Mas como é que sabemos se podemos fazer alguma coisa se nem sequer tentamos?
Vivemos em tempos de crise, vêmos inumeras injustiças todos os dias e não agimos. Porquê?

publicado por Isabel Sanchez às 16:16
sinto-me: Revolucionaria

04
Dez 08

Ele:Quando é que saímos?

Eu: Não sei. Estamos a kilometros de distância.

Ele: Mas quando vieres.

Eu: Talvez, não sei..

Ele: Mas eu quero-te. Quero estar contgo.

Eu: Mas eu não te quero, nem a ti nem a ninguem.

Ele:  Tu é que sabes.

Eu: Olha, agora ficaste chateado. Somos amigos, ou não?

Ele: Esquece que eu alguma vez falei contigo. Perdi o meu tempo, apaga o meu mail e o meu numero.

Eu: Mas tás parvo? Oh meu deus, mas será que voces são todos iguais? Descurso mais tipico doi genero "quero-te comer, mas tu não queres então xau, não quero saber de ti, só te queria mesmo comer" Pessimo, terrível.

Ele: Fica na tua que eu fico na minha, sê Feliz.

[Entretanto bloqueia-me, volta a desbloquear, volta a bloquear tempos depois e por fim desbloqueia]

Eu: Não percebo porque é que me estás a bloquear. Estamos a ter uma conversa amigavel.

Ele: Só vim para apagar o teu mail.

Eu: Esse discurso é me tão famíliar. Os mesmos argumentos .. Tudo igual. Deves pensar que sou como a maior parte das rapariguinhas daí. Comigo não há espaço para cenas despropositadas. Não queres uma amiga? Tudo bem. Continua assim que não vais longe, com as outras talvez pegue. Comigo não. Já nada pega. Não me conheces. Podes ir.  Obrigada por te revelares. Adeus.

 

Reflexão:

Isto é de revoltar qualquer um ou não?

Pensamos que conhecemos minimamente as pessoas. E no entanto passam a vida a não fazer outra coisa senão desiludir-nos. Já não há espaço para desilusões. Não percebo estas mentalidades, revoltam-me. Não percebo estas maneiras de pensar. Não percebo este mundo que eu tenho vindo a descobrir. Não percebo estas ideias, não percebo estas complicações.

Prefiro pensar que há alguem que ainda é capaz de se destacar e marcar a diferença. Alguém que mostre a este monte de gente que a prioridade não é "comer" e "comer" e "comer". Que há mais para alem disto, que as coisas não têm de ser como eles querem. Não têm mesmo. Não é usando as pessoas que chegaram a algum lado, não é.

Precisam de aprender muito, mas muito mesmo. Não é vida.

Eu sou diferente nada igual ao que eles estão habituados, ao tipo de raparigas que se deixam dominar facilmente, aquelas que para elas eles são o mais importante, o mundo gira á volta deles, aquelas que levam com pares e pares de cornos e no entanto perdoam sempre e sempre. Não sou assim e nunca irei ser. Não perdoo traições, não desculpo desilusões. Não tenho que ser igual pois não? 

Chamem-me tudo, chamem-me o que quiserem, mas eu não percebo mesmo estras acções. Chamem-me cobarde por não me querer envolver. Chamem-me fria, gelada, intransigente. Mas é assim que eu quero não é? E se acho que é o melhor para mim, e se estou muitissimo bem assim não percebo a implicância.

Sobre aquele 'amigo' conclui-se que é pessimo e demontra completamente uma falta de caracter incrível.

Concordam comigo?

publicado por Isabel Sanchez às 22:11
sinto-me: Completamente revoltada
música: Britney Spears - Womanizer

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