Algo extravagante, irreverente, diferente, sentimental, frio, revoltante, sexy, real, simples e composto. O abstracto está em todos nós, mas só alguns o conseguem tornar concreto.

29
Abr 09

Mais uma vez chega à aula com um sorriso, olhou para nós e disse boa tarde para todos a ouvirem mas algo a inquietou, tenho a certeza que foi o facto de estarmos todos na ramboia. Sentou-se e simplesmente não abriu a boca. De repente desata aos berros, pensei que se estava a passar. Bem sozinha espunha os seus argumentos infaliveis com clareza, todos olhavam para ela com cara de gozo mas eu não. Não conseguia, percebi como tinhamos sido injustos ao trata-la sem o minimo respeito. Ela sabia que ninguém lhe estava a ligar nenhuma, mas continuava a falar e a falar, disse com todas as letras o que pensava sobre a escola em que trabalhava na tentativa de que algum de nós criticasse os verdadeiros erros existentes e que nos deixassemos de preocupar com coisas insignificantes, eu percebi-a com toda a clareza.
Continuou a lutar, e não desistiu até que arrancasse algo de nós. Não se importou com mais nada. Naquele momento tudo se alterou, passei a vê-la não como uma simples professora de filosofia mas sim como um ser humano incrivel, passei a olha-la com ademiração. Despertou em mim o sentimento crítico que eu julgara desaparecido mas que felizmente regressou.

Vivemos acomodados com os grandes erros, julgamos que não podemos fazer nada.. Mas como é que sabemos se podemos fazer alguma coisa se nem sequer tentamos?
Vivemos em tempos de crise, vêmos inumeras injustiças todos os dias e não agimos. Porquê?

publicado por Isabel Sanchez às 16:16
sinto-me: Revolucionaria

03
Abr 09

Entre a confusão e a dessarumação cá de casa (devido às mudanças) acabei por encontrar um livrinho, muito pequenino, com uma letra redondinha de primária. Era um diario antigo, muito antigo dos tempos em que eu ainda andava no 3º ano. Derreti-me ao lê-lo, parece tudo tão distante e ao memso tempo tão próximo :X

Nele estão escritas as minhas primeiras paixões, aqueles namoros inocentes sem consequências, tão saudaveis, tão puros, tão bonitos, estão escritas também as minhas primeiras desilusões, estão escritas os primeiros traços da minha personalidade de hoje. Recordei os tempos de infância como algo longiquo, mas feliz. Muito feliz. Recordei, recordei, recordei. E no final reparei que tinha ficado a conhecer-me melhor. Ou então a lembrar-me como era ... 
Acho que já me tinha esquecido de quem realmente sou, e de onde vem este meu feitio.
E agora, sinto-me mais pacífica que nunca.

A Infância é na realidade, uma das fases mais importantes da nossa vida, é nela que se encontram as raízes da nossa personalidade. É nesta fase que nos formamos. Pequenos acontecimentos acabam por ser intrepretados de uma forma que nos define. A infância é a nossa raiz, é o nosso ser primordial.

publicado por Isabel Sanchez às 17:48
sinto-me: Nostalgica

20
Mar 09

Não se deixem dominar pelo passado, porque senão condicionam o vosso futuro.
O mundo não foi criado para os fortes, mas sim para os inteligentes.
No topo dos nossos valores deverá estar o Auto-Controlo, pois sem auto-controlo ninguem se consegue dominar.
Como seria se ninguêm se dominasse? Já imaginaram? O mundo seria de loucos.
Somos seres com inteligência suficiente para isso, temos apenas de
QUERER.

publicado por Isabel Sanchez às 12:29
sinto-me:
música: Katy Perry - Thinking of you

16
Mar 09

Após ter passado o dia inteiro se fazer rigorosamente nada (a não ser a aparecer numa numa aula das 17 h da tarde para ir fazer um teste de Biologia) deu-me esta subita vontade de realizar algo. E então resolvi vir escrever no blog.
Não sei porque é que escrevo, visto que não tenho nada de concreto para escrever.
Sou terrível, é um facto xD

Quando não se tem nada para se falar fala-se de futebol.
Então siga lá falar de futebol, já que o Português tanto gosta :D
Viram o meu FCP outro dia para as competições europeias?
Estava brutaaal, mas brutal mesmo. O Porto deu definitivamente uma grande lição aos seus grandes rivais (Sporting e Benfica) que tanto se desculpam com a arbitragem.
Pois é meus amigos, essa não pega, sem trabalho não se vai a lado nenhum.
Mas sabem que até tenho pena do Paulo Bento? Eu até gosto do senhor, mas falta-lhe um punho firme.
O Porto é sem duvida alguma o melhor clube do futebol português e depende inteiramente de si para chegar a algum lado.
E diz a minha mãezinha "Estás tão feliz porquê? Eles é que ganham, a ti não te dão nada"
E digo eu: "Enganas-te minha querida mãe, para além de infinitos momentos de alegria dão-me também muitas lições de vida"
Isto porque eu desde pequena que tenho a mania de articular tudo com o Futebol:

11 meses: Primeiras palavras "Olá bonecos, adeus bonecos. Mãe. Pai. Porto."
3 anos: Tio Jorge - "Benfiica" Eu - "Benfica é merda"
5 anos: "Ou compras-me um bolo do Porto ou não faço anos."
7 anos: "Mãe, achas que o mano vai ser do Porto? Se não for já não o quero"
10 anos: (Primeira vez à porrada) - "O Porto é o unico clube de Portugal que ganhou a taça uefa e acabou"
12 anos: (Em plena sala de aula) - "Mas não foi golo o quê? Mas vês mal, compra uns oculos. Palhaço"
14 anos: (Jogo Porto Sporting, completamente sozinha no meio deles)
"POOOOOOOORTOOOO"
(Olha tudo de lado, ouvem-se uns borburinhos)
"Chiu, cala-te ainda arranjamos problemas"
"Mas calo-me o quê? POOOOOOOOOOOOORTOOO"

15 anos:
(Aula de Português):
Professora: "Decorem assim, a oração subordinante é aquela que é independente, e a subordinada é aquela que depende da subordinante, algum exemplo?"
"O Porto é o subordinante, visto que depende de si memso para ganhar o campeonato, os outros são os subordinados visto que dependem da derrota do porto para chegarem ao titulo".
16 anos: - "Ohh Ohh, tomara o stôr ser como o Pinto da costa ..."
             -    "E se o Porto ganhar usas tu o cachecol do Porto durante um dia inteiro sem direito a esconderes-te" ... E assim foi.

A minha vida é isto, completamente.

publicado por Isabel Sanchez às 22:40
sinto-me: Tripeira.
música: Tripeiro eu sou: Super Dragões

 

É tão mais facil fazermos comparações quando conhecemos a perfeição.
A dificuldade está em conhecermos a verdadeira perfeição e não a ilusão da perfeição.
Apesar da perfeição ser relativa, e ninguem a alcançar não percebo este desejo inconfundivel do ser Humano de trabalhar arduamente para a atingir.
Temos a mania de criar metas longinquas para conseguirmos chegar apenas ao meio da corrida.

Mas é um bom principio. Vamos sonhar com as estrelas para alcançarmos pelo menos o céu.

publicado por Isabel Sanchez às 15:28
sinto-me: Sonhadora
música: James Morrinson - Broken Stings

15
Mar 09

Enquanto o incenso arde mil memorias me atravessam, mil desejos me consomem, mil luas me aguardam.
Enquanto o incenso arde mil noites parecem dias, mil pesadelos parecem sonhos, mil invernos parecem verões.
Enquanto o incenso arde os olhares tornam-se intensos, os beijos desejados e os toques sentidos. O amor torna-se real, a felicidade imaginaria, a realidade flutua na imensidão da ilusão.
Enquanto o incenso arde todos os cheiros se confundem, todas as vontades se misturam, todas as mortas verdades se esquecem.
Enquanto o incenso arde eu escrevo este texto e observo as intocaveis linhas paralelas do fumo libertado. São como duas vidas provenientes do mesmo espaço, arvores da mesma raiz, prevalecem lado a lado rodopiando entre si mas sem se cruzarem verdadeiramente, no ponto mais longinquo envolvem-se lentamente desaparecendo na imensidao tornando-se assim ar do mesmo ar, luz da mesma luz, agua da mesma nascente.

Quando o incenso deixa de arder pedaços de cinza permanecem, rapidamente se volta à realidade e a inspiração desaparece com o desvanescer da chama emanada, com o ultimo suspiro do fumo emitido. 

 

publicado por Isabel Sanchez às 00:32
sinto-me: Zen
música: Lily Allen - The Fear

09
Jan 09

 

Desde que me lembro de existir que me faço regularmente esta pergunta: "Estará o nosso destino traçado por alguém? Será que temos algum tipo de poder na escolha do nosso futuro?". É uma pergunta intrigante, que me consome.

Sem certezas de nada, gosto de pensar que sou em quem traça o meu destino, gosto pensar que aquilo que sou hoje foi ás minhas custas e não porque foi determinado por alguem. Gosto da sensação de Liberdade, gosto de acreditar que sou livre.

Realmente, se o meu destino tivesse sido traçado por alguém qual seria o meu papel neste mundo? O que é que eu andaria aqui a fazer? Limitar-me a seguir as linhas traçadas por algo ou alguém? Ser uma especie de 'paresita' que se limita a seguir algo traçado por qualquer tipo de ser ou coisa? NÃO. Penso que se existo é porque estou aqui realmente a fazer alguma coisa, não só para existir por existir, mas para decidir o meu destino, fazendo as minhas escolhas livremente. 

Sei que poderá não ser assim, mas se eu descobrisse que alguem tinha traçado um destino para mim, e que era assim que eu o iria cumprir sem poder modificar nada, acho que desvalorizaria a minha existência.
Defendo que somos aquilo que criamos, que temos aquilo para que trabalhámos. Que fazemos todos os dias o nosso destino.
Talvez a minha personalidade um pouco independente e 'revolucionaria' me faça pensar desta forma. Acredito plenamente no que digo.
A verdade é que não suporto ter a sensação que tenho alguém acima de mim, que decide a minha vida. 
No entanto, não defendo que tudo está totalmente condicionado, mas também não defendo que somos totalmente livres. Acho que há um meio termo.
Defendo há acontecimentos que condicionam as nossas acções, mas nós temos a capacidade de ser livres contrariando esses mesmos condicionamentos.
Como diz Jean Paul Satre: "Estamos sós e sem desculpas". 

publicado por Isabel Sanchez às 22:10
sinto-me: Livre
música: Amy Macdonald - This is the life

03
Jan 09

 

Desejo a todos aqueles que acompanham este blog um

FELIZ 2009.

publicado por Isabel Sanchez às 21:37
sinto-me: Sonhadora
música: Becoming insane - Infecter Mushroom

18
Dez 08

Malas prontas. Natal fora, para não variar :D

Lá não tenho net =/

Bem, hora de ir embora.

Ainda volto antes de 2009 com muitas novidades.

 

Feliz Natal para todos.

Beijinhos da vossa Isabel.

publicado por Isabel Sanchez às 16:30
sinto-me:

17
Dez 08

 

 Você roubou a minha vida
A alma inteira
Você não sabe como é a minha dor
Mas eu não quero a sua pena
Você não sabe o tanto que eu perdi
Não liga se meu mundo quebrar e cair
Em um abismo de desilusão

 

Você já me roubou a vida
E eu me sinto
Como uma pedra onde
O mar derrama a onda
E acostumada, nada sente
Você não sabe o importante que foi
Que sua ausência nunca
Vai chegar ao fim
Que eu te dei um pedaço de mim
 

Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que faz em pedaços meu pobre coração
Que batia quando ouvia
O som vazio em sua voz
O som macio em sua voz

 

Você que me roubou a vida
Todos os sonhos
E me deixou somente
O frio da sensação
De já não ter mais esperança
Você não imagina o quanto eu perdi
Não sabe que será impossível esquecer
E que a saudade só pensa em você
 

Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que fez em pedaços meu pobre coração
Que batia quando ouvia
O som vazio em sua voz
O som macio em sua voz

 

Você não sabe a verdade de quem ama
Você não sabe como foi que me deixou
Você foi frio e congelou a minha alma
Você deixou em mim o vazio e a dor
 

Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que fez em pedaços meu pobre coração
Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que fez em pedaços meu pobre coração

 

- Talvez uma possível prova de que o amor não passa de uma ilusão =/

 

[Tive uma necessidade inexplicavel de vir aqui colocar isto :O . Há coisas que nos marcam para sempre.]

publicado por Isabel Sanchez às 00:51
sinto-me:
música: Alexandre Píres - Você roubou a minha vida

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